Primeiramente, #FORATEMER sobre o blog, pra quem não sabe, ele existe desde 2012, já passou por muitas fases da minha vida, já mudou muito o layout (sempre fiz todas mudanças gráficas sozinha #fuckyeah) e já teve muitas idas e vindas, mas eu não desisto dele!

Agora estou finalmente pronta para voltar com as postagens regulares; deletei posts que não deveriam estar aqui, corrigi alguns erros e sigo procurando maneiras de sempre melhorar este cantinho, de todas as formas. 

Quero que seja uma coisa bem minha, um lugar pra tudo o que eu amo, pra sentimentos bons e ruins também, quero que tu chegue aqui e encontre abrigo, um lugar onde tu possa comentar sem medo sobre o que achou e/ou sentiu lendo os posts. Será o baú das minhas memórias na internet e eu quero dividir essas memórias com as pessoas.

Sobre mim, Tinah talvez tu já me conheça das redes sociais, shows, faculdade, trabalho, whatever... mas se chegou aqui sem saber quem é essa doida fazendo careta na foto ao lado, saiba que eu não sei me descrever, mas que saberá mais sobre mim vindo aqui no blog, onde falo das coisas que eu mais gosto e conto um pouco dos meus conflitos e alegrias. 

Sou ALUCINADA por música, a louca que acampa em filas pra shows e faz qualquer coisa pra abraçar os ídolos, fiz faculdade de fotografia por causa da influência da música na minha vida, coleciono cds e só não ouço música quando estou dormindo e quando estou atacada da enxaqueca. Música é tudo na minha vida. <3 

Eu amo dias frios, nublados, aquele dia que tudo parece cinza mesmo... meu humor melhora, minha saúde também e eu fico muito mais inspirada! Eu também amo escrever à mão, sou uma colecionadora compulsiva e sou gaúcha. 

Já deu pra saber bastante, mas se quiser me acompanhar, é só abrir os links das minhas redes sociais ali embaixo da minha foto e seguir o blog nas redes sociais, que estão no cabeçalho do blog. 


Quando eu vi o carro, já sabia, bastou o último número da placa pra eu ter certeza que era tu, mesmo sem ver direito lá pra dentro, eu pude notar a sombra do teu cabelo, em poucos segundos lá estava eu, abalada, estávamos tão perto, mas ao mesmo tempo tão longe...

Tu não me viu, estava com um amigo, vocês conversavam com o carro ligado, enquanto esperavam algo que eu não imagino o que seja. Só esse momento já serviu pra eu lembrar de tudo o que já aconteceu entre a gente e lamentar o que não aconteceu, tua presença ainda marca, balança, me deixa perdida, me causa confusão.

Eu sei que eu e tu não seremos nós, mas ainda não consigo resistir quando te vejo, quando estou perto... Meu coração bate mais forte, minhas pernas ficam bambas, o sentimento volta com toda força, como se eu nunca tivesse sofrido ou chorado por tua causa.

Eu queria saber como apagar isso, como matar esse sentimento, queria saber estar na tua presença sem parecer uma imbecilidade apaixonada, mas ainda não aprendi.

Logo tu arrancou o carro, passou na minha frente, de vidros abertos, vi teu cabelo preso de qualquer jeito, como tu fica sexy assim, a barba foi embora de novo, mas o bigode que ficou não está feio, talvez eu não veja coisas feias porque sou louca por ti, mesmo que eu esteja errada, não muda nada no final das contas.

Foi mais uma das tuas aparições relâmpago na minha vida desde que nos afastamos de vez, a vontade de te mostrar que eu estava ali foi grande, mas a tristeza e a dor por não poder te ter e ser apenas mais uma conhecida naquele momento foram o suficiente pra eu me manter forte e apenas escrever este texto enquanto lembro de cada segundo do que vi hoje.


"Você é abusiva quando enxerga na minha vida uma extensão da sua e projeta em mim tudo aquilo que queria ter sido e não foi e tudo aquilo que queria ter feito e não fez. E se frustra toda vez que eu tomo um caminho diferente do que você queria tomar. Quando percebe que eu não tenho os mesmos gostos nem reproduzo os mesmos pensamentos que os seus e toma atitudes cada vez mais drásticas na tentativa desesperada de retomar o controle. Quando confunde dominação com instrução e não aceita apenas me dar orientações, mas precisa viver por mim e controlar cada detalhe da minha vida e cada escolha que eu preciso tomar. Que amigos ter. Por quem me apaixonar. O que estudar. Que função exercer. O que fazer no meu tempo de lazer. Você é abusiva quando faz com que eu lamente por ser a pessoa que eu sou, que eu me repreenda e tente me transformar em alguém que eu não queria ser. Que eu me odeie por isso. Me ache errada e me questione todos os dias: porque eu não posso simplesmente ser mais como a Mariazinha? Por quê eu sou esse monstro que causa tanto sofrimento na minha mãe? Você é abusiva quando se utiliza de discursos maternais sobre como me ama e “só quer o meu melhor” para abusar do seu poder de mãe. E, ah, as chantagens emocionais! Não podemos nos esquecer dos jogos psicológicos e das tentativas múltiplas de manipulação. Das lágrimas, dos choros e das ameaças. Tudo isso pra conseguir o controle de volta e me fazer tomar a decisão que você gostaria que eu tomasse. Eu não estou bebendo, me drogando, me prostituindo ou reprovando de ano. Não é preocupação. Não é educação. Não é saudável. Não é o seu melhor. Não é pro meu próprio bem. É abuso." Triste, muito triste, mas uma grande verdade da minha vida. Eu quera que minha mãe lesse este texto, mas mesmo se eu tentasse mostrar pra ela, já viraria briga. Não é fácil ser filha única, de mãe solteira, super protetora, autoritária (leonina), que veio do interior e tem 40 anos de diferença. Ser adulta nem sempre significa ser independente e o pior disso é que as pessoas acham que é fácil se livrar dessa situação. Mas ninguém faz ideia de como é estar no meu lugar. Me permiti o desabafo porque depois de anos, muitas pessoas ainda devem me julgar pelas vezes que eu não pude ir na festa, que eu não fui no almoço da igreja, que eu não pude dormir fora de casa e quando criança, até mesmo vezes que eu não pude BRINCAR NA RUA DE CASA!

A situação é complicada a ponto de eu saber todas as reações dela pra cada atitude minha, evitar me incomodar, abrir mão de sair e de ter certas conversas porque ela simplesmente não sabe me dar ouvidos nem o poder da palavra, muito menos o poder de decisão. Hoje mesmo, estávamos à mesa, fui pegar uma colher para comer feijão e ela perguntou o que eu queria, sendo que não precisava perguntar porque eu sou grande o suficiente pra resolver isso sozinha, sem ela precisar tomar partido, peguei uma colher pequena e ela levantou da mesa e foi buscar uma grande, SÓ QUE EU QUERIA A COLHER PEQUENA MESMO e quando falei isto, ela simplesmente jogou a colher grande como quem estivesse ofendida com o que eu disse, mas em nenhum momento eu fui rude, apenas não pedi ajuda dela e me resolvi sozinha.
Eu tenho vergonha de falar sobre essas coisas, é muito fácil alguém vir aqui e julgar, mas só quem passa por isso, sabe.
Quero muito que este problema acabe e eu possa vir aqui, contar pra todos vocês que esse sofrimento acabou. Torçam por mim, me desejem sorte e lembrem-se de nunca julgar alguém que passa por isso porque é muito mais difícil do que se imagina.
O texto completo foi escrito pela Vanessa Chanice e você pode ler, completo, aqui neste link.
Ele apareceu no meu Facebook e eu nem pensei, apenas abri para ler e quis compartilhar aqui no blog, depois de tanto tempo sem postagens, achei válido voltar trazendo um tema sério e dando meu pequeno depoimento sobre como é ter uma mãe abusiva.